Trabalhar embarcado é o sonho, e a dúvida, de muita gente que quer entrar no setor de petróleo e gás. Salários atrativos, escala com longos períodos de folga e a possibilidade de crescer rápido atraem, mas quase sempre vem a mesma pergunta: como se trabalha offshore de verdade, quais são as funções e por onde eu começo?
Este guia explica, de forma direta, o que é o trabalho embarcado, como funciona o regime, quais profissões estão em alta e o caminho realista para quem quer se preparar para o setor.
Quer embarcar? O primeiro passo é o CBSP e o HUET.
São as duas certificações de segurança exigidas para trabalhar em plataformas de petróleo. No IPETEC, você faz as duas juntas no pacote CBSP + HUET, de 48h.
O que significa “trabalhar embarcado” (offshore)
Offshore é o trabalho realizado em alto-mar, em plataformas de petróleo, unidades FPSO (navios-plataforma), sondas e embarcações de apoio. “Trabalhar embarcado” significa morar na unidade durante o período de trabalho, você fica dias seguidos a bordo e depois folga o mesmo tanto em terra.
Como funciona o regime 14×14
O modelo mais consolidado no setor é o regime 14×14: 14 dias embarcado seguidos de 14 dias de folga. Durante o embarque, a jornada é intensa e a rotina é toda a bordo, alojamento, refeições e trabalho na mesma unidade. A folga longa é uma das grandes vantagens da carreira, permitindo descanso e planejamento pessoal que dificilmente um emprego em terra oferece.
As funções mais procuradas no offshore
O offshore emprega desde nível técnico até engenharia sênior. Entre as funções com demanda constante:
- Técnicos (mecânica, instrumentação, elétrica, automação, caldeiraria), a base operacional das plataformas;
- Engenheiros de equipamentos, de produção, de manutenção, de segurança e submarina;
- Operadores de produção e de utilidades;
- Profissionais de segurança e meio ambiente, obrigatórios nas unidades;
- funções de apoio e logística nas embarcações de suporte.
A manutenção de equipamentos e a operação contínua das plataformas são prioridades permanentes, por isso perfis técnicos qualificados costumam estar no topo da lista das empresas.
Certificações e requisitos para embarcar
Além da formação técnica ou superior na sua área, embarcar exige alguns requisitos específicos do setor. Eles variam por empresa e função, mas em geral incluem:
- Aptidão de saúde ocupacional (exames e atestado válidos para trabalho embarcado);
- Treinamentos obrigatórios de segurança offshore: o CBSP, curso básico de segurança de plataforma, 40h, exigido pela NORMAM-104 de quem não é aquaviário e vai a bordo; e o HUET, 8h, escape de helicóptero submerso, pedido por boa parte das operadoras para quem se desloca de aeronave. Conforme a função, entram ainda NR-33, NR-35, NR-37, NR-11 (movimentação e transporte de materiais), CACI (combate a incêndio avançado) e CPSO (primeiros socorros);
- Certificações técnicas da sua especialidade;
- disponibilidade para o regime de embarque e para atuar longe de casa por longos períodos.
Antes de investir em qualquer certificação, confirme exatamente o que a vaga e a empresa exigem, os requisitos mudam conforme a função e o tipo de unidade.
Na prática, quase todo mundo começa pelo mesmo ponto: CBSP e HUET, normalmente feitos juntos, porque o conteúdo é complementar. O pacote CBSP + HUET, de 48h, existe justamente por isso.
Por onde começar: o caminho realista
- Escolha uma área e se especialize. O offshore valoriza conhecimento técnico específico, equipamentos, produção, manutenção, segurança, engenharia submarina.
- Construa base técnica sólida. Uma qualificação direcionada ao setor de petróleo e gás encurta muito a curva de entrada e diferencia o currículo.
- Obtenha os treinamentos e exames exigidos para a função pretendida.
- Mire nas empresas certas, operadoras, empresas de FPSO e prestadoras de serviço, especialmente no eixo RJ e demais estados produtores.
- Networking e persistência. Muitas vagas circulam por indicação e por processos técnicos específicos.
Perguntas frequentes
Preciso de curso superior para trabalhar embarcado?
Nem sempre. Há funções técnicas de nível médio/técnico e funções de nível superior. O que todas exigem é qualificação específica e os treinamentos de segurança do setor.
Como é o salário no offshore?
Costuma ser acima da média de funções equivalentes em terra, por conta do regime de embarque e do grau de exigência. Varia bastante por função, empresa e senioridade.
Dá para se preparar estudando a distância?
Sim. A base técnica e a especialização podem ser feitas em EAD; os treinamentos operacionais de segurança são presenciais por natureza.
Qual área estudar para entrar no offshore?
Depende do seu objetivo, mas áreas como equipamentos on e offshore, engenharia de petróleo, manutenção e engenharia submarina conversam diretamente com as funções mais demandadas.
Por onde começar, na prática
Se o objetivo é embarcar, o primeiro passo é o treinamento de segurança exigido a bordo. O CBSP é a base, quase sempre feito com o HUET, e os dois estão no pacote CBSP + HUET. Quem já sabe que vai precisar das NRs pode reunir tudo em um só pacote: o Pacote CBSP + NR-33 + NR-35 ou o Pacote CBSP + HUET + NR-33 + NR-35 + NR-37 + NR-11. Todos os treinamentos da área, inclusive o curso de Homem de Área, estão reunidos em cursos offshore.
Se você já tem graduação e quer crescer dentro do setor, o caminho é a especialização. A Engenharia de Equipamentos On e Offshore conversa diretamente com as funções de bordo, e há outras opções em petróleo e gás na UCP/IPETEC, com estudo a distância e aula ao vivo.
Em qualquer um dos dois caminhos, fale com um consultor antes de decidir: pré-requisito, data de turma e valor mudam por curso.




